Salário Emocional

por Sofia Fonseca Bento

Uma característica das organizações que estão a ter dificuldades em fazer face aos desafios actuais consiste na assumpção que o salário do trabalhador é o mais importante e que o salário é exclusivamente económico. Nada poderia estar mais longe da verdade! Neste novo ambiente, uma prioridade fundamental para as organizações, um dos elementos-chave para o desenvolvimento, é retenção de talentos. Trata-se de conseguir não só os melhores, como os mais motivados e identificados com a empresa, sua Missão, Valores e Cultura.

Impõe-se uma mudança de paradigma. E um dos pilares desta mudança passa pela adopção de medidas, como a introdução do salário emocional.

Dizem os especialistas que a introdução do salário emocional, no mundo laboral, pode significar uma completa revolução rumo a uma nova e mais efectiva cultura organizacional.

A realidade é que à medida que a palavra crise entrou no vocabulário quotidiano, o chamado “salário emocional” foi ganhando protagonismo. O salário emocional, traduz-se em segurança, confiança, tranquilidade e equilíbrio para o trabalhador e é complementar à retribuição financeira. Esta, é uma tendência que tem vindo a aumentar significativamente em toda a Europa e Estados Unidos, não sendo Portugal uma excepção.

Seja qual for o seu formato, esta nova forma de retribuição já se converteu num dos principais estímulos motivacionais nas organizações actuais. Assim, ganham as organizações e os colaboradores!

Para a organização é uma forma de garantir que num contexto difícil, como o actual, o compromisso dos colaboradores com a organização está garantido e só as pessoas comprometidas são eficientes. Adicionalmente, há uma maior retenção de talento, um aumento da produtividade e um compromisso para atingir os resultados pretendidos.

Ser consciente da importância deste modelo para o colaborador leva à criação de laços de compromisso com a organização, graças às medidas de reconhecimento que contemplam a sua dimensão humana. Obviamente que tem custos associados e os seus efeitos não são imediatos, mas sim a médio/longo-prazo. No entanto, os benefícios subsequentes superam em larga escala os custos!

 


 

Sofia Fonseca Bento

Executive Coordinator do Let’sTalkGroup
Licenciada em Psicologia - Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação, Universidade de Lisboa
Pós-Graduada em Legislação Laboral e o Novo Código de Trabalho - ISLA – Lisboa.
Certificada em “Social Responsibility Trainer” - Associação Portuguesa de Ética Empresarial). Formação pós-graduada no Sistema de Gestão por Missões, pela AESE. Certified ROI Professional, pelo ROI Institute (EUA).